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Pequenos riscos também podem dar dor de cabeça para o empresário
A crise tem feito cada vez mais empresários perderem noites de sono temendo por seus negócios, seus bens, seus funcionários. E não é para menos. Segundo um levantamento da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), de janeiro a março deste ano, os pedidos de falência acresceram 31,6% se comparados com o mesmo período de 2015. Durante o primeiro trimestre de 2016, também houve uma alta de 165,7% nos pedidos de recuperação judicial. Esses e outros dados, justificam as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) de uma contração de 3,5% do nosso Produto Interno Bruto (PIB). Se isso ocorrer, o Brasil poderá ficar em 2º lugar no ranking dos países de pior desempenho econômico do mundo em 2016, suplantado apenas pela Venezuela.
Com tantos problemas políticos e econômicos no país, os administradores de empresa muitas vezes acabam esquecendo que situações comuns não devem ser desprezadas. Afinal, roubos, danos elétricos, perda de informação, incêndio, vendaval, por exemplo, também causam altos prejuízos e paralisam as operações empresariais. Felizmente, para esses e muitos outros riscos existem seguros que podem ser contratados por um preço acessível. Os chamados seguros multirriscos empresariais garantem diversas proteções aos setores da indústria, do comércio e de serviços.
A cobertura básica dos seguros empresariais é contra incêndio, raio e explosão, mas as seguradoras oferecem ainda coberturas adicionais e acessórias bastante variadas e muitas vezes desenhadas especialmente para certos tipos de atividade. É o caso da AIG Brasil, conforme explica seu gerente de seguros empresariais, Cristian Achurra: “o Seguro Patrimonial para Pequenas e Médias Empresas da AIG dispõe, além da cobertura básica, de mais um leque de coberturas acessórias e especiais para algumas atividades, assim como também para diferentes associações, franqueados e grupos de afinidade”.
As mais frequentes coberturas adicionais disponíveis no mercado são derivadas do seguro incêndio, dos seguros patrimoniais e de responsabilidades, que garantem danos e prejuízos decorrentes de alagamento e inundação, danos elétricos, roubo de equipamentos e valores, lucros cessantes, pagamento de aluguel, recomposição de documentos, fidelidade de funcionários, responsabilidade civil, entre outros casos.
Os seguros multirriscos empresariais apresentam, ainda, vantagens em relação aos seguros convencionais, como:
– redução das taxas em relação aos chamados seguros convencionais;
– conjugação de várias coberturas em uma só apólice, com cláusulas menos restritivas e de mais fácil compreensão pelos segurados; e
– estruturação modular, o que resulta na montagem de um seguro customizados.
Mas é preciso estar atento às exclusões, a começar por um detalhe importante: os bens indenizáveis no seguro multirrisco empresarial são todos aqueles existentes no interior do imóvel, inerentes ao ramo de negócios do segurado (máquinas, móveis e utensílios, matérias-primas e mercadorias). Esse tipo de seguro não cobre os bens particulares do empresário.
Além disso, entre os bens não cobertos pelo seguro, encontram-se:
– fundações e alicerces;
– joias, pedras e metais preciosos;
– edificação em construção ou reconstrução;
– papéis de crédito, obrigações em geral, títulos ou documentos de qualquer espécie, selos, moedas cunhadas, papel moeda, cheques e letras de câmbio;
– objetos de arte, raridades, coleções filatélicas, numismáticas ou outras de natureza similar (exceto quando tais bens forem mercadorias diretamente relacionadas com o ramo de negócios do segurado);
– vegetais ou animais vivos; e
– veículos terrestres motorizados ou embarcações e aeronaves de qualquer espécie, bem como seus acessórios.
“O produto da AIG, Gestão Protegida 360º, lançado em 2014, reúne duas proteções importantes no atual cenário econômico. De acordo com Flavio Sá, Gerente de Linhas Financeiras da seguradora, este seguro apresenta todas as coberturas de um D&O (Directors & Officers Liability Insurance), que protege o patrimônio das pessoas físicas que ocupam cargos ou funções de gestão, além de cobrir também a empresa quanto a reclamações relacionadas a atos de má gestão e decisões empresariais. “Essa cobertura representa um valioso diferencial, já que é sabido que as reclamações relacionadas a atos de gestão, normalmente, são iniciadas contra a pessoa jurídica”, afirma. No caso de uma empresa ir à falência, ter grandes perdas ou causar danos a terceiros por motivos de má gestão, tanto a organização quanto os gestores estarão protegidos.
Seguradora prevê altos ganhos com o ramo corporativo
Afastada do mercado de coberturas empresariais por razões estratégicas desde 2006, a QBE Brasil Seguros decidiu voltar a investir no ramo, com o lançamento de uma nova linha de produtos para os setores de energia, D&O e E&O e equipamentos pesados. Mesmo com os resultados fracos da economia nacional recentemente, a QBE justifica a decisão avaliando que o Brasil é o maior mercado de seguros da América Latina.
Segundo Raphael Alexander Swierczynski, CEO da QBE Brasil, a meta da seguradora é multiplicar por quatro o faturamento até 2020, sendo a linha de seguros corporativos responsável por 35% a 40% dos negócios. ”
A compra de um seguro deve ser precedida da avaliação dos riscos a serem cobertos, ou seja, aqueles aos que a empresa está exposta de acordo com o seu porte. Por isso, sugerimos sempre consultar um corretor especializado para orientar a decisão correta.