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Genebra Seguros
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Entenda como funciona o seguro de crédito, como é feita a análise de risco dos compradores e quais situações não são cobertas pela apólice.
O seguro de crédito protege empresas contra a inadimplência de seus clientes em vendas a prazo, indenizando o vendedor caso o comprador não pague dentro do prazo combinado. Para conceder a cobertura, a seguradora analisa o risco de crédito de cada comprador do segurado, avaliando dados financeiros, histórico de pagamento e capacidade de honrar compromissos. A partir dessa análise, define-se um limite de crédito individual para cada cliente coberto pela apólice.
Como funciona a análise de risco
Normalmente o contratante do seguro de crédito é uma empresa que vende a prazo ou atua como intermediária em operações de crédito, financiamento e investimento, como factoring e consórcios. Contudo, antes da contratação, a seguradora avalia o risco da operação considerando fatores como a carteira atual de clientes, volume médio de vendas por cliente, crédito concedido e taxa média de inadimplência, a fim de mensurar qual carteira será segurada e a exposição de crédito que será assumida. Nesta fase inicial, a seguradora busca saber a probabilidade de os compradores não pagarem o que se deve. Através desse processo, a seguradora estabelece um limite de crédito, valor referente à quantia máxima que será coberta em caso de sinistro.
A análise de risco, no entanto, não considera um único cliente, mas inicialmente avalia a carteira como um todo. Isso ocorre principalmente para impossibilitar que o contratante escolha quais créditos segurar, selecionando apenas clientes mais arriscados para estar sob proteção. Por isso, a apólice normalmente exige a globalidade das operações, estabelece um limite de crédito individual para cada devedor e mantém uma participação obrigatória do segurado no risco. Assim, preserva-se o interesse da empresa em continuar selecionando bons clientes e participar ativamente das ações de cobrança, quando necessário.
A combinação das informações coletadas sobre a empresa e seus clientes revelam duas dimensões do risco: a qualidade de cada comprador individualmente e a qualidade do conjunto da carteira, já que ambos podem ter a mesma taxa de inadimplência histórica, mas riscos muito diferentes, dependendo de quão concentradas estão as vendas da empresa em poucos clientes.
Outros fatores considerados são o prazo da venda e o setor em que o devedor atua, posto que influenciam a capacidade de pagamento ao longo do tempo.
Após essa análise, a seguradora precifica o risco avaliado, levando em conta tanto a perda esperada como a estrutura necessária para sustentar essa proteção. Cabe comentar que a análise de risco também define as coberturas excluídas. Desse modo, esse processo, além de definir o preço do seguro, também estabelece quais riscos a seguradora assume. O seguro de crédito, portanto, não substitui a gestão de crédito da própria empresa.
O que o seguro de crédito não cobre
A apólice do seguro de crédito tem exclusões específicas, e conhecê-las evita imprevistos no momento de lidar com um sinistro. A cobertura não abrange:
- fraude praticada pelo devedor ou omissões relacionadas à operação de crédito;
- crédito concedido a cliente que já estava em débito com o segurado;
- inadimplências ocorridas antes da contratação do seguro;
- juros e multas por atraso que não estejam previstos na apólice;
- operações que descumpram as regras da apólice ou o sistema de concessão de crédito informado na proposta;
- clientes que possuam títulos protestados nos três anos anteriores à contratação.
Em resumo, o seguro de crédito é uma ferramenta estratégica para empresas que vendem a prazo, pois transfere à seguradora parte do risco de inadimplência sem eliminar a responsabilidade da empresa por uma boa gestão de crédito. Conhecer como funciona a análise de risco e quais são as exclusões da apólice é fundamental para contratar a cobertura adequada e evitar surpresas na hora de acionar o sinistro.
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